domingo, 23 de setembro de 2007

Sol & Sede.


Muito sol e muita sede.
Essa é a melhor forma de resumir o dia 20/09 (quinta-feira).

Dia em que a tarde todos tinham certo "compromisso" com o coléginho-verde (mais uma vez! olha só como ele está ficando famoso até por aqui.) ou leia-se também aulas de música e arte cênicas.
E quem disse que fomos (ah, quase as mesmas pessoas, Yume, Fátima e Naiara.) às aulas? Hohoho.

A idéia foi de dona Naiara, que nos convenceu de fazer esse tour por Brasília naquele dia. Sim, um tour, literalmente. Objetivo: ir ao tal "Salão do Estudante", uma feira sobre intercâmbios e etc.
Primeiro, tinhamos que nos certificar que os convites estavam conosco, pois não estavam. Quecoisalegal! Mas enfim, começamos a caminhada rumo aos convites (advinha: no coléginho-verde!). Lá se prometia ter os malditos convites, pois foi de lá que os recebemos pela 1ª vez. Mas como sempre tem alguém que não sabia de nada e por conseguinte esqueceu o convite, ou melhor duas pessoas o fizeram. Agora, só tinhamos que ir até o recinto verde para buscar mais dois convites, para assim, finalmente, ir ao tal "Salão do Estudante". Como se fosse fácil. Mas após idas e vindas e voltas e telefonemas e uma cara-de-pau de um certo alguém, conseguimos (finalmente) os convites que faltavam. Agora apertem os cintos, pois o pior (sim, o pior) estava por vir. Eu sabia que tinha alguma coisa nos avisando para não ir até lá (leia-se a saga pelos convites). Mas enfim, fomos com toda a garra e força que ainda tinhamos. Pegamos o ônibus (quase morremos atropeladas para tal ato) e começamos outra saga, agora para o local onde havia o evento. Apenas uma expressão traduz esse fato: Putaqueopariu! Pense num lugar longe, longe, mais longe! E coloque para acompanhar: sol terrivelmente quente, falta de umidade e no water. Pois é. Foi assim. O que me surpreende é ainda estarmos todas vivas, grazadeus. Há! Agora a pergunta: mas valeu tudo a pena? Ahn, NÃO! De novo, agora a expressão que traduz o evento: Putaqueopariu!

Bem, mas tudo tem seu lado bom, e nesse dia, não seria diferente. Cansadas de tudo aquilo e "P" da vida, resolvemos ir ao shopping, que era perto (salvação!). Lá, logo fomos comprar água, pois não sei se deixei bem claro anteriormente, mas no evento fromhell não tinha água! E assim fomos nos recuperando, e assim o dia foi melhorando. Olhar lojas, andar de um lado pro outro num ambiente com ar condicionado, é bem interessante. Sentar, conversar, sermos "xavecadas" (como escreveu Naiara no seu blog), falar besteira, comer e ver Naiara alimentando seu vício no pump. Pessoas nonsense e pessoas super críticas e observadoras. Fátima foi-se cedo, uma pena. Mas deu para todos se divertirem, apesar dos apesares. Dia longo, de coisas bizarras, interessantes e até engraçadas. Esse foi nosso dia 20/09. E muitos outros haverão de vir.

E eu queria ter memória e paciência para descrever tudo mais detalhadamente. Mas...

Obrigada pela participação das três. (e daí que eu falo por 3ª pessoa? ¬¬)

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

O pic-literário.


Tudo começou com uma idéia de trazer comida para o recinto que na maior parte do tempo chamamos de escola. Talvez na tentativa de economizar (?) dinheiro, ao invés de entregar nosso dinheiro ao sr. da cantina em troca de um salgado, como o fazemos quase todos os dias letivos. Aliás, a novidade é que chegaram coisas chamadas Donuts por ali, ou melhor, açúcar puro ou aquilo-que-engorda-1000kg-de-uma-vez. Sim, vejo que ao longo dos dias algumas pessoas tomarão formas arredondadas devido à "novidade". Bem, mas esse não é o foco do post. Apenas uma observação quanto ao coléginho-verde.
Assim, começou com duas pessoas a idéia de um pic-nic no gramado (que na verdade nessa época, não é mais gramado, e sim, terra, muita terra.) e essa idéia se desenvolveu rapidamente em um pic-nic de 5 pessoas, e claro, regado à declamações de poesias pelos respectivos participantes do mini-evento. Créditos à sra. Fátima, que nos deu essa brilhante idéia de fazer um pic-literário, ou seja, um pic-nic com direito a poesia e tudo mais. Totalmente cultural! Cada um deveria trazer consigo algum tipo de comida e ao menos um poema. E assim foi feito.

Ingredientes: pão-de-queijo, enroladinho de salsicha e de queijo, biscoito passatempo, sorvete (sim! sorvete, e não me pergunte como conseguimos tomar-lo sem colher).
Componentes: Fátima, Naiara, Yume (claro), Veca (leia-se Ana Verônica) e seu namorado, Ricardo. (:D)
Comentários que merecem ser escritos:
(Fátima) - Veja só: Para o Ricardo, o que importa nesse pic-literário é a Veca; para a Veca, o que importa é o Ricardo; para a Naiara, a comida (sem dúvidas)... Alguém tinha que se preocupar com a parte literária! (leia-se Yume e Fátima, mais uma vez: é claro!)






~> Não foram tiradas fotos, pois uma cabecinhadevento chamada Naiara, trouxe a câmera e esqueceu do chip de memória. Sim, Naiara, bata sua cabeça contra a parede mais próxima, por favor!

~> Pic-literário parte II (?) Uh, quem sabe... Aguarde para mais informações.








Nem preciso acrescentar que no próximo horário, sra. Yume passou na sala fromhell, de número 55, do coléginho-verde por não trazer pela enésima vez o seu livro de espanhol.
Observação totalmente em off.: Ela trouxe sim, mas emprestou para a criaturinha chamada Naiara, ou seja, ela salvou a "pele" da coleguinha. Merece um brigadeiro, não acha? Hohoho. Eu acho. :)


Au revoir!

sábado, 15 de setembro de 2007

Coloque seu som pra tocar.




Três passarinhos pousaram na minha janela e me disseram que não preciso me preocupar; o verão chegou feito canela, tão doce. Garotinhas pulam corda no concreto. Talvez algumas vezes cometemos erros, mas tudo bem; quanto mais as coisas parecem mudar mais elas continuam as mesmas. Oh, não hesite. Garota, coloque seu som para tocar, me diga sua canção preferida; vá em frente, solte seu cabelos! Safira e jeans desbotado, espero que alcance seus sonhos. Apenas vá em frente, solte seus cabelos; você se encontrará em algum lugar, de alguma maneira. Azul como o céu, queimada de sol e sozinha; bebendo chá, no bar da estrada (apenas relaxe, apenas relaxe). Não deixe aqueles outros garotos te enganarem; tem que amar aquele penteado afro. Talvez algumas vezes nós sentimos medo, mas tudo bem; quanto mais você continua a mesma, mais eles parecem mudar. Você não acha isso estranho? Apenas mais do que eu poderia aguentar; compaixão pelo bem da compaixão; algumas noites não consegui dormir; achei que eu fosse mais forte; quando você vai perceber que você não precisa mais tentar. Faça o que você quiser. Oh, você se encontrará em algum lugar, de alguma maneira.

- Retirado de 'Put your records on - Corinne Bailey Rae'

Metade



Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.


Metade (Oswaldo Montenegro)



domingo, 9 de setembro de 2007

Desejo


Desejo, primeiro, que você ame,
e que, amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer
e esquecendo não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,
mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que você tenha amigos
que, mesmo maus e inconsequentes,
sejam corajosos e fiéis,
e que pelo menos em um deles
você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,
desejo ainda que você tenha inimigos,
nem muitos, nem poucos,
mas na medida exata para que, algumas vezes,você se interpele a respeito
de suas próprias certezas.
E que, entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo, depois, que você seja útil,
mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
quando não restar mais nada,
essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
mas com os que erram muito e irremediavelmente,
e que fazendo bom uso dessa tolerância,
você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
não amadureça depressa demais,
e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer,
e que, sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
é preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste.
não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
que o riso diário é bom,
o riso habitual é insosso
e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
com a máxima urgëncia,
acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos,
injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
erguer triunfante o seu canto matinal,
porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
por mais minúscula que seja,
e acompenhe o seu crescimento,
para que você saiba de quantas
muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
coloque um pouco dele
na sua frente e diga "isso é meu",
só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
por ele e por você,
mas que se morrer, você possa chorar
sem se lamentar, sofrer e sem se culpar.

Desejo por fim que você, sendo um homem,
tenha uma boa mulher,
e que, sendo uma mulher,
tenha um bom homem
e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte,e quando estiverem exaustos e sorridentes,
ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
não tenho mais a te desejar.


Victor Hugo