quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

A pré-viagem.


Dia 21 de dezembro de 2007. O desespero começou cedo. Uma lista de coisas a se fazer antes da viagem. Nem tudo foi cumprido, mas surgiram outros compromissos na hora: pegar meu presente no shopping e dizer “good-bye, see yah” para algumas certas pessoas. Bem, eu queria que outra pessoa estivesse lá também. Mas, devido à contratempos, essa pessoa nem pôde se despedir de mim. Mas tudo bem, eu já a perdoei. Prometeu que vai me recompensar depois, uma comemoração ao meu aniversário. Detalhes à parte. Como estava dizendo, ou melhor, escrevendo/digitando, (como queira) fui ao encontro das tais pessoas no shopping. Lucas, o nosso Pufe (meu e da Naiara), a própria Naiara (vulgo, Little Poney), a mamãe de Naiara (Little Poney, again) e a vossa pessoa que lhe escreve aqui, ou melhor, EU. Já no shopping, numa tarde nublada e muito agradável e com excelentes companhias... Ganhei abraços deliciosos, um chocolate perfeito da Kopenhagen, um livro, mordidas, risos, fotos. Agradeço a todos que estavam presentes nesta excelente tarde que infelizmente passou rápido demais. Conseguiram despistar minha ansiedade-pré-viagem por um tempo. De volta em casa, agora a meta era arrumar de verdade as malas (pois enrolei o dia todo) e fazer o cd para tocar enquanto estivéssemos na estrada. Arrumar minha mala foi prático, só restava a da dona Quédima. Enquanto ela não pedia minha ajuda, tive direito a conversas no MSN e músicas para o cd. Em falar em MSN, de repente todos queriam se mostrar para mim pela web cam. Festival de web cam. Depois dessa, eu até tive uma pequena vontade de ter uma. Passado, sim, continuo não querendo comprar uma. (A revoltada). Conversas essas beeem diferentes do comum, como disse um amigo: “um momento emo”. Com uma pitada bem generosa de nostalgia, acompanhada de outros sentimentos não menos importantes.
Fui “dormir” lá pelas 3 da manhã, sendo que teria que acordar as 5. “Dormir” entre aspas pois eu nunca consegui dormir de verdade antes de qualquer viagem, isso deve se chamar ansiedade, ou maluquice mesmo.

Obrigada a todos pelo excelente dia.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Dia de poesia.

"Quem sabe você não é um sonho?
que veio só para colorir
esse mundo cinza-tristonho
sempre traz alegria, o sorrir

Talvez uma flauta seja sua voz
e uma sinfonia o seu abraço
sem sua amizade, o que faço?
e o sigma fica de um verde atroz

E não tem como ter briga
eu simplemente não deixo
você desitir, ou cansar
de ser minha grande amiga


E esse soneto um pouco grande
é para uma amizade enorme
que nem tem tempo,
mas do que vale o tempo
perto de uma rara e verdadeira amizade?"



Poesia feita por uma pessoa que vem se tornando a cada dia mais um indispensável amigo. Muito obrigada Lucas!

Adoro! ;)


sábado, 20 de outubro de 2007

Have you ever seen the rain?



I wanna know
Have you ever seen the rain?
I wanna know
Have you ever seen the rain?




Ouié, beibe. Rock and Roll para a chuva.
Ela merece. Depois de nãoseiquantosmeses sem "água do céu", ela chegou, finalmente. Brasília é assim. Um deserto urbano. Uma palavra que descreva isso aqui? Hell. Isso mesmo. Inferno. Quero ver se você consegue beber deste coquetel de secura extrema com um sol de rachar a cuca.

E a chuva por aqui é motivo para ficar feliz, sim. Diria que sagrada até. Sentir aquele ventinho, e dizer: "Vai chover" ou então sentir aquele cheirinho de chuva. Ah, sem comparações. As flores, a grama, as árvores, tudo fica (mais) vivo, de novo. A cidade parece até mais jovem, bonita e colorida. Apesar de ainda não ser lá grandes coisa (se referindo à Brasília, claro).
Quando chove, fico toda boba, como uma tola apaixonada. E não sou sozinha. Disso pode ter certeza. Sorrisos, alegria, vontade de andar nas ruas para se molhar, sentir as gotas tocarem a pele. Ah, como é íncrivel.

E, claro, a visita da nostalgia. Chuva e nostalgia. Companheiras quase que inseparáveis. E eu gosto disso. Eu gosto do céu cinzento, das ruas molhadas, das plantas renascendo, das gotas que caem do céu, do vento e dos trovões, do edredon e dos filmes, do chocolate e dos amigos. Tudo fica melhor e mais agradável. Sentimentos que vêm à tona junto com a chuva. Tudo muito excessivo. A significância da chuva, aqui, não se restringe somente ao fenômeno físico.


Chuva, do Latim pluvia:
água que cai em gotas da atmosfera;
aquilo que cai ou parece cair do ar como chuva.


> E muito mais do que isso.


[...]
.


Ligue o foda-se e seja feliz.

Semana sem aulas, porém agitada e estressante tanto quanto (?). Teoricamente seria uma semana com o objetivo

relaxante e divertido, digo que não foi bem assim.

Na verdade eu sempre me iludo com as pessoas, apesar de sempre esperar o mesmo destas. Ou seja, elas nunca, veja bem: NUNCA fazem o que devem fazer. Ou pelo menos mostram sequer interesse sobre algo que supostamente seria do interesse das mesmas. Me refiro à quase todos daquele recinto, chamado saladeaula, o que deveria ter uma "turma". Procure no dicionário, caso tenha dúvidas do que significa. Sim, pode ter alguém de lá lendo isso aqui (Deus sabe lá o porque), mas e daí? Como dizem as más línguas: se a carapuça servir... Bom para você!

Bem, mas não é esse o ponto em que quero chegar. O blog é livre, o blog é meu e escrevo o que quero. (Momento bem from hell da garota aqui.) Generalizo agora. Todas as tentativas de trabalho em grupo até hoje, em minha vida, falharam. Seja porque eu sempre fui egocêntrica ou não, seja porque as pessoas nunca souberam do significado do 'trabalho em equipe'... Sei lá, não é de interesse agora. Só tenho certeza que ninguém se salva, até mesmo eu. Mas por favor minha gente, tentem enfiar nessas cabeças o que é um trabalho em equipe. E eu me preocupo demais, como sempre. Ainda generalizando, ok? Não é querendo ser uma "certinha politizada" ou "clichê", mas se a esse ponto, as pessoas não sabem o que é um grupo, coitados, vão sofrer no futuro, em seus respectivos trabalhos.

Bah, ridículo esse post, ridículo tudo isso. Para que me importar com isso? Danem-se os que não querem nada com a vida, eu vou cuidar é da minha. Obrigada.

Mas eu ainda acho que seja para qual for o objetivo, as pessoas têm que fazer sua parte. Mesmo porque não vão ter sempre os zés-manés para carregá-los nas costas. Um dia, quem sabe, eles aprendem.

Voltando para a minha realidade e deixando a globalização dos fatos...

Semana Cultural foi um lixo. "Talvez seja porque estejamos participando desse grupo de mostra científica" disse Naiara. Ela está certa. Devido à essa maldita mostra científica de bosta que fiquei/ficamos nesse nível de estresse. E eu quase que assisto sua explosão de nervos perante aos seres inferiores que não firam p**** alguma. Eu explodo antes, ou depois, como agora, escrevendo. Mas ela, confesso que no dia me deu medo.

Aceitando mais críticas sobre o tal experimento feito por duas pessoas três dias antes da apresentação. É como eu digo: Criticar é fácil, difícil é fazer melhor [clichê mode on, mas funciona]. Interessante que para achar defeitos no nosso trabalhinho, muitos vêm e fazem, mas na hora de fazer o projeto, ninguém estava lá. Lindo, não? Infelizmente é sempre assim.

Me arrependo de uma, ou melhor duas coisas: a primeira, de participar daquele troço. E segunda, por não relatar aos coordernadores do trabalho sobre a "vida mansa" de alguns. "Não. Depois essas pessoas são punidas e fica um clima estranho lá na sala" disse de novo, Naiara. E eu com isso? Problema deles. Quem manda não fazer e sem se preocupar com o trabalho que era de interesse de TODOS? Digo, todos que precisam da nota, claro (e defiinitivamente não eu). E não penso como a Naiara. Prefiro que me olhem torto do que fiquem impunes atos como esses. Mudo de turma, se precisar. Pronto! Já fiz isso uma vez. Posso fazer outra. Já aprendi a não me preocupar com esse tipo de coisa. Não devo nada a ninguém ali mesmo.

Ligue o foda-se e seja feliz, meu camarada!

Ou melhor: Morram! :)

domingo, 23 de setembro de 2007

Sol & Sede.


Muito sol e muita sede.
Essa é a melhor forma de resumir o dia 20/09 (quinta-feira).

Dia em que a tarde todos tinham certo "compromisso" com o coléginho-verde (mais uma vez! olha só como ele está ficando famoso até por aqui.) ou leia-se também aulas de música e arte cênicas.
E quem disse que fomos (ah, quase as mesmas pessoas, Yume, Fátima e Naiara.) às aulas? Hohoho.

A idéia foi de dona Naiara, que nos convenceu de fazer esse tour por Brasília naquele dia. Sim, um tour, literalmente. Objetivo: ir ao tal "Salão do Estudante", uma feira sobre intercâmbios e etc.
Primeiro, tinhamos que nos certificar que os convites estavam conosco, pois não estavam. Quecoisalegal! Mas enfim, começamos a caminhada rumo aos convites (advinha: no coléginho-verde!). Lá se prometia ter os malditos convites, pois foi de lá que os recebemos pela 1ª vez. Mas como sempre tem alguém que não sabia de nada e por conseguinte esqueceu o convite, ou melhor duas pessoas o fizeram. Agora, só tinhamos que ir até o recinto verde para buscar mais dois convites, para assim, finalmente, ir ao tal "Salão do Estudante". Como se fosse fácil. Mas após idas e vindas e voltas e telefonemas e uma cara-de-pau de um certo alguém, conseguimos (finalmente) os convites que faltavam. Agora apertem os cintos, pois o pior (sim, o pior) estava por vir. Eu sabia que tinha alguma coisa nos avisando para não ir até lá (leia-se a saga pelos convites). Mas enfim, fomos com toda a garra e força que ainda tinhamos. Pegamos o ônibus (quase morremos atropeladas para tal ato) e começamos outra saga, agora para o local onde havia o evento. Apenas uma expressão traduz esse fato: Putaqueopariu! Pense num lugar longe, longe, mais longe! E coloque para acompanhar: sol terrivelmente quente, falta de umidade e no water. Pois é. Foi assim. O que me surpreende é ainda estarmos todas vivas, grazadeus. Há! Agora a pergunta: mas valeu tudo a pena? Ahn, NÃO! De novo, agora a expressão que traduz o evento: Putaqueopariu!

Bem, mas tudo tem seu lado bom, e nesse dia, não seria diferente. Cansadas de tudo aquilo e "P" da vida, resolvemos ir ao shopping, que era perto (salvação!). Lá, logo fomos comprar água, pois não sei se deixei bem claro anteriormente, mas no evento fromhell não tinha água! E assim fomos nos recuperando, e assim o dia foi melhorando. Olhar lojas, andar de um lado pro outro num ambiente com ar condicionado, é bem interessante. Sentar, conversar, sermos "xavecadas" (como escreveu Naiara no seu blog), falar besteira, comer e ver Naiara alimentando seu vício no pump. Pessoas nonsense e pessoas super críticas e observadoras. Fátima foi-se cedo, uma pena. Mas deu para todos se divertirem, apesar dos apesares. Dia longo, de coisas bizarras, interessantes e até engraçadas. Esse foi nosso dia 20/09. E muitos outros haverão de vir.

E eu queria ter memória e paciência para descrever tudo mais detalhadamente. Mas...

Obrigada pela participação das três. (e daí que eu falo por 3ª pessoa? ¬¬)

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

O pic-literário.


Tudo começou com uma idéia de trazer comida para o recinto que na maior parte do tempo chamamos de escola. Talvez na tentativa de economizar (?) dinheiro, ao invés de entregar nosso dinheiro ao sr. da cantina em troca de um salgado, como o fazemos quase todos os dias letivos. Aliás, a novidade é que chegaram coisas chamadas Donuts por ali, ou melhor, açúcar puro ou aquilo-que-engorda-1000kg-de-uma-vez. Sim, vejo que ao longo dos dias algumas pessoas tomarão formas arredondadas devido à "novidade". Bem, mas esse não é o foco do post. Apenas uma observação quanto ao coléginho-verde.
Assim, começou com duas pessoas a idéia de um pic-nic no gramado (que na verdade nessa época, não é mais gramado, e sim, terra, muita terra.) e essa idéia se desenvolveu rapidamente em um pic-nic de 5 pessoas, e claro, regado à declamações de poesias pelos respectivos participantes do mini-evento. Créditos à sra. Fátima, que nos deu essa brilhante idéia de fazer um pic-literário, ou seja, um pic-nic com direito a poesia e tudo mais. Totalmente cultural! Cada um deveria trazer consigo algum tipo de comida e ao menos um poema. E assim foi feito.

Ingredientes: pão-de-queijo, enroladinho de salsicha e de queijo, biscoito passatempo, sorvete (sim! sorvete, e não me pergunte como conseguimos tomar-lo sem colher).
Componentes: Fátima, Naiara, Yume (claro), Veca (leia-se Ana Verônica) e seu namorado, Ricardo. (:D)
Comentários que merecem ser escritos:
(Fátima) - Veja só: Para o Ricardo, o que importa nesse pic-literário é a Veca; para a Veca, o que importa é o Ricardo; para a Naiara, a comida (sem dúvidas)... Alguém tinha que se preocupar com a parte literária! (leia-se Yume e Fátima, mais uma vez: é claro!)






~> Não foram tiradas fotos, pois uma cabecinhadevento chamada Naiara, trouxe a câmera e esqueceu do chip de memória. Sim, Naiara, bata sua cabeça contra a parede mais próxima, por favor!

~> Pic-literário parte II (?) Uh, quem sabe... Aguarde para mais informações.








Nem preciso acrescentar que no próximo horário, sra. Yume passou na sala fromhell, de número 55, do coléginho-verde por não trazer pela enésima vez o seu livro de espanhol.
Observação totalmente em off.: Ela trouxe sim, mas emprestou para a criaturinha chamada Naiara, ou seja, ela salvou a "pele" da coleguinha. Merece um brigadeiro, não acha? Hohoho. Eu acho. :)


Au revoir!

sábado, 15 de setembro de 2007

Coloque seu som pra tocar.




Três passarinhos pousaram na minha janela e me disseram que não preciso me preocupar; o verão chegou feito canela, tão doce. Garotinhas pulam corda no concreto. Talvez algumas vezes cometemos erros, mas tudo bem; quanto mais as coisas parecem mudar mais elas continuam as mesmas. Oh, não hesite. Garota, coloque seu som para tocar, me diga sua canção preferida; vá em frente, solte seu cabelos! Safira e jeans desbotado, espero que alcance seus sonhos. Apenas vá em frente, solte seus cabelos; você se encontrará em algum lugar, de alguma maneira. Azul como o céu, queimada de sol e sozinha; bebendo chá, no bar da estrada (apenas relaxe, apenas relaxe). Não deixe aqueles outros garotos te enganarem; tem que amar aquele penteado afro. Talvez algumas vezes nós sentimos medo, mas tudo bem; quanto mais você continua a mesma, mais eles parecem mudar. Você não acha isso estranho? Apenas mais do que eu poderia aguentar; compaixão pelo bem da compaixão; algumas noites não consegui dormir; achei que eu fosse mais forte; quando você vai perceber que você não precisa mais tentar. Faça o que você quiser. Oh, você se encontrará em algum lugar, de alguma maneira.

- Retirado de 'Put your records on - Corinne Bailey Rae'

Metade



Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.


Metade (Oswaldo Montenegro)



domingo, 9 de setembro de 2007

Desejo


Desejo, primeiro, que você ame,
e que, amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer
e esquecendo não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,
mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que você tenha amigos
que, mesmo maus e inconsequentes,
sejam corajosos e fiéis,
e que pelo menos em um deles
você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,
desejo ainda que você tenha inimigos,
nem muitos, nem poucos,
mas na medida exata para que, algumas vezes,você se interpele a respeito
de suas próprias certezas.
E que, entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo, depois, que você seja útil,
mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
quando não restar mais nada,
essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
mas com os que erram muito e irremediavelmente,
e que fazendo bom uso dessa tolerância,
você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
não amadureça depressa demais,
e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer,
e que, sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
é preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste.
não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
que o riso diário é bom,
o riso habitual é insosso
e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
com a máxima urgëncia,
acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos,
injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
erguer triunfante o seu canto matinal,
porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
por mais minúscula que seja,
e acompenhe o seu crescimento,
para que você saiba de quantas
muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
coloque um pouco dele
na sua frente e diga "isso é meu",
só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
por ele e por você,
mas que se morrer, você possa chorar
sem se lamentar, sofrer e sem se culpar.

Desejo por fim que você, sendo um homem,
tenha uma boa mulher,
e que, sendo uma mulher,
tenha um bom homem
e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte,e quando estiverem exaustos e sorridentes,
ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
não tenho mais a te desejar.


Victor Hugo

sábado, 25 de agosto de 2007

Era uma vez...


Vou contar uma historinha: Era uma vez uma garotinha. Ela sempre foi muito simpática e sorridente com todos a sua volta. Seu sorriso nem sempre foi verdadeiro; mas isso não quer dizer que ela seria falsa. Simplesmente não gostava de demonstrar seu medo do escuro. Muitas pessoas (muitas?) passaram por sua vida; umas a fizeram especial, outras... deixa pra lá. Ela não soube decifrar o próprio enigma; assim foi levando sua vidinha. Preto e branco, mas colorida. Ela não sabia se aproximar de pessoas, talvez por isso tinha poucas ao seu redor. Mas ela não era assim por querer ser melhor que outros; ela apenas não achava nada. Prevalecia a lei da inércia. Simples e de boa alma, sempre estava ali, naquele cantinho solitário, a espera de qualquer coisa ou alguém. Disposta a ajudar quem realmente precisasse; ela era indiferente. Mas não recusava uma boa dança. Dança, ela dançava, girava e rodopiava, como uma garotinha alegre e inocente. Ela desejava descobrir o mundo, desvendar seus mistérios, se encantar com suas belezas. Mas enquanto ela rodopiava, sempre acabava tropeçando e assim, caindo. Mas isso não a deixara nunca triste, pois sabia que podia se levantar e rodopiar bem mais do que antes. Tonta, ela caía sentada no chão. Sem forças, ela deitava e olhava para o céu. Via sonhos, amores, ilusões, idéias. E ficava ali. Viajando através de sua imaginação, como ninguém. De repente, invadiram sua mente e levaram todas as coisas boas embora. Ela corre, corre para muito longe. Mas nem sempre consegue superar-los. Desde então ela foge. Não sabe bem do que é. Mas sabe que precisa lutar com todas suas forças contra àquilo. Medo. Ela tem medo das sombras. Pois sabe que ali não é um bom lugar para se refugiar da tal coisa. Correndo, ela não sabe se vai conseguir. Mas existe um lugar. Um lugar onde ela sabe que pode confiar. Onde não existe medo, ilusões, perdições. Chega a pensar que talvez isso tudo não exista, seja apenas imaginação. Mas parece tão real. O que torna as coisas reais? E se não for o irreal? Ela vai morrer? Ela consegue fugir? Ela não sabe mais, o que costumava saber. Perdida, e sem ninguém (aparentemente) ela pára. Mas continua procurando. Até o momento que ela tanto esperou chegar. Acredita que tudo pode ter um fim ou um começo. Ofegante e tremendo, ela decide fazer nada mais. Ela deveria? Sem respostas à tantas perguntas que a rondam, ela escreve um ponto final. Seria um final? Triste e frio? Uma garotinha que girava e rodopiava, sem medo de cair, sem medo de viver. Ciclo vicioso.

lalala.

You want to stay with me in the morning
Bur you only hold me when I sleep,
I was meant to tread the water
Now I've gotten in too deep,
For every piece of me that wants you
Another piece backs away.

'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something
'Cause someday I might know my heart.

You already waited up for hours
Just to spend a little time alone with me,
And I can say I've never bought you flowers
I can't work out what they mean,
I never thought that I'd love someone,
That was someone else's dream.

'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause someday I might call you from my heart,
But it might me a second too late,
And the words I could never say
Gonna come out anyway.

'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something
'Cause someday I might know my heart.
Know my heart, know my heart, know my heart.

(James Morrison - You give me something)




- Momento pra lá de sentimental esse... uiuiuiui.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Aleatoriedade.


Saudade. Vazio. Alguém disposto a preencher?
Enquanto ela gira e gira, o tempo voa.
Pessoas. Palavras. Atitudes.
Vamos procurar conectar estas palavras com ajuda do momento.
Na verdade, esquece.
Não passa de uma divagação do dia...

Mas a saudade ainda está valendo.
E daí que isso não tem o mínimo sentido?
Mas para ela, tem sim, pode apostar.






Últimos dias se resumem em:

No zoo(lógico):
- Olha! Uma galinha!
- Não! Isso é um pato, meu filho. E a diferença entre eles é bem grande o.o
- E daí? Pra mim tudo que bota ovo é galinha! ¬¬
- Aff...
- Pópó (atrás do pato/galinha)
- Ei! Não é "pópópó", é "cócóricó"! u.ú
- Lerdo! :D
- Cócóricó?! (atrás do pato/galinha e tendando chutar-lo)
(e todos continuam a caminhada)

[...]
- Olha só! Um jacaré! (o pato, de novo. só que desta vez estava 'nadando'.)
(todos olham para o lago)
- Meu Deus! Aquilo é um pato! ¬¬
- Ah, foi mal. É que pareceu um jacaré...
(risos seguido de silêncio acompanhado de sorvete)

[...]
- Que crianças fromhell!*

*Yume expressando sua indignação perante as crianças anti-sociais da creche que juntos aos alunos do colégioverdinho foram passear no zoo num dia ensolarado e sem nuvens. Leia-se projeto voluntário com crianças carentes. Agora volte ao ínicio do parágrafo e tente ler isso tudo muito rápido.


~ Observações notáveis: trechos de conversas de algumas pessoas em especial, equenãovouescreveronomedelasaquiseubocó.
E claro, pode me incluir no chat acima. Mas que fique claro que não sou a pessoa que acha que um pato é uma galinha/jacaré. Of course. Nem precisava dizer isso, né?



Descobrindo Velvet Underground




Sim, eu sei, postnadaaver. E é assim que eu gosto. Chame isso como quiser.
blábláblá.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Já...

Já fui feliz, e também triste; Já sorri, chorei; Já briguei; Já gritei; Já machuquei, já fui machucada; Já ganhei, já perdi; Já odiei, já me odiaram; Já amei, já fui amada; Já caí, e me levantei, mas caí de novo; Já dancei, já pulei, já corri; Já vomitei; Já brinquei; Já fui inocente; Já fui madura; Já fui mandona; Já usei "tudo bem" quando na verdade não estava; Já menti; Já fui a pessoa mais sincera; Já fui egoísta; Já fui carinhosa; Já fui grossa; Já perdoei, já pedi perdão; Já pensei e agi errado, já fiz o certo (ou pelo menos o que parecia certo); Já me arrependi pelo que eu fiz e o que não fiz; Já tive inveja, já me invejaram; Já tive medo; Já fui corajosa; Já ouvi e também escutei, já fui ouvida; Já desejei, já quis; Já fui nervosa, já fui paciente; Já fingi ser quem eu não era, e quem eu era; Já tive vontade de fumar; Já bebi, já fiquei bêbada; Já senti vergonha; Já "paguei mico"; Já fui indiferente; Já fui anti-social; Já fui carente; Já fui forte e fraca; Já cansei; Já sonhei, já acordei; Já fui otimista, e pessimista também; Já gostei de axé; Já fui rockeira; Já fui nerd; Já fui rebelde; Já quis fugir de casa; Já falei palavrão; Já disse "eu te amo", sem vulgarizar; Já disse que adorava, mas não gostava; Já fui alegre; Já fui má, já fui santa; Já fiquei calada, já falei até o que não devia; Já fui chata, já fui legal; Já me iludi; Já me enganaram; Já gostaram de mim; Já ignorei, e me ignoraram; Já fui boba; já fingi ser boba; Já fui amiga, e inimiga; Já senti saudade; Já quis voltar no tempo; Já quis mudar; Já fui normal, já fui maluca; Já fiz muita coisa (mas não o suficiente), já quis fazer mais; Já tive orgulho de mim mesma, já me achei um lixo; Já dei conselhos, já me deram conselhos; Já desejei morrer, e viver; Já não dei importância, já me importei; Já saí; Já viajei, já quis viajar; Já quis ter um gato; Já quis morar sozinha; Já fui romântica; Já fui despressiva; Já não sabia, já sabia; Já quis mudar o mundo; Já odiei as pessoas, já precisei delas; Já tive defeitos, mas também qualidades; Eu era, sou e serei - nada mais que - um ser humano, com tudo que tem direito no pacote.

domingo, 1 de julho de 2007

Memórias esquecidas.

"Queria poder fechar meus olhos e imaginar alguém... E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto...

... não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível..

... queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...

... quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ela é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com o que ela pense ...

... quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que um dia eu possa encontrar alguem que me entenda, ou que pelo menos me faça feliz, como eu sempre sonhei!

Descobri que não sou princesa dos contos de fada...

Descobri o ser humano sensível que sou é também muito forte, com suas misérias e grandezas...

Descobri que posso me permitir o luxo de não ser perfeita, de estar cheia de defeitos, de ter fraquezas, de me enganar, de fazer coisas indevidas e não corresponder às expectativas dos outros.

Andei por vários lugares... Encontrei pessoas maravilhosas, que me fizeram sorrir! Perdi e venci, errei e aprendi! Passei por várias coisas...decepções e alegrias. [...] "



- Texto antigo, que achei sem querer por aqui, não sei quem escreveu e nem onde o peguei. Mas possuía (e ainda possui) grande significância para mim.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Moranguinhos.

Eu gostei do novo layout :9
Por que será? Pergunto eu :D

Bom, morangos são especiais e eu os adoro (não diga!) não só gostosos, mas também fofos e filosóficos o.O Ok, não precisa entender o que eu disse...
Eles são vermelhos e possuem uma folhinha verde muito interessante, sem falar das "pintinhas" super sexy que eles têm o.ô Me recuso a me referir à esses pontinhos (sementes ou não?!) como espinhas u.u Eca, estraguei com a imagem do morango...

Mas recapitulando... morangos são especiais. E ponto. :D Assim é melhor.

Um assunto tudo a ver com morangos foi a ida ao médico, e tive que comer morangos o.o Sim, está tudo interligado ;]

Tiraram o meu sangue :O

Verei se ainda há morangos nesta casa...

sábado, 5 de maio de 2007

Personalidade.


Estava eu cá com meus botões, vagando pelos sites da internet... e me vem uma idéia.
Comecei a procurar sobre testes de personalidade. Aqueles que muitas vezes são toscos. Mas achei um, ou melhor dois testes que valem a pena fazer. São (espero eu) sérios, tanto que o resultado de um deles me assustou de verdade pelo fato de me descrever (quase) por completo.

Bom, este teste é sobre um cara chamado Eneagrama (não me pergunte o que é isso). O resultado é dado pelo um certo número. E o meu foi o Eneagrama nº 2. Veja:


Eneagrama - 2
Você pode ser um "tipo" 2 no Eneagrama. Leia a breve descrição abaixo e veja se ela "toca" você. Este teste é apenas uma possibilidade, uma orientação. Usar o Eneagrama para autodesenvolvimento é tarefa pessoal e intransferível.

Sedutores, prestativos, generosos, os 2 são amigáveis, confiantes e normalmente úteis. Oferecem graciosamente, não apenas seu tempo e energia como seus bens materiais. Parecem não ter necessidade de nada. Independentes e capazes, adoram atender as necessidades dos outros. Um presente de um 2 será sempre cuidadosamente escolhido para agradar quem o recebe. Os 2 podem sentir-se menosprezados se ajudam alguém que não nota ou não retribui. Nesses casos expressam um grau de raiva ou emoção que surpreende os outros. Adulam os que gratificam seu orgulho, apenas aqueles que parecem dignos de serem seduzidos, podem desprezar os que não consideram dignos.

Como o 3 e o 4, seu senso de "ser" está no que os outros vêem e avaliam. Sua percepção de si mesmo gravita em torno da auto-imagem. O 2, em geral, procura ser tão bom a ponto de não precisar competir. Sua competitividade não é tão visível como no 8. Suas habilidades e recursos estão, normalmente, disponíveis e a serviço de outras pessoas.
Os 2 desenvolvem uma requintada sensibilidade para perceber os estados de espírito daqueles que desejam agradar. Para satisfazer as necessidades alheias, conseguem ser o tipo de pessoa que os outros gostariam de conhecer. Apesar de não estarem sendo realmente falsos, comportam-se diferentemente com cada pessoa.

Muitos possuem capacidade de "mergulhar" nas atividades que gostam, quase como se estivessem em "transe".
A mente do 2 se sente mais à vontade para lidar com a vida cotidiana e relações humanas. São pessoas bastante sugestionáveis e exibem uma enorme capacidade de abnegação. Normalmente as pessoas do tipo 2 não se consideram orgulhosas porém, observando sua aparente ausência de necessidades...


- Uau o.o Realmente me "tocou" profundamente...

quinta-feira, 26 de abril de 2007

the start.

[...]

Como se começa o primeiro post de um blog?

[...]























Pois é, eu também não sei.
É, quem sabe na próxima vez eu tenha a criatividade de escrever algo mais produtivo aqui.
Mas enquanto isso, se contente apenas com o layout :]







E, sim é legal deixar espaços em branco.