sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Carpe Diem.






Ontem sonhei com ele (não foi a primeira vez), mas neste ele morria. Assim, digno de uma cena de filme. Sangue escorria. Era escuro. Nada mais. Acordei com a sensação estranha, mas de alívio, que nem quando a gente acorda de um sonho ruim. Mas de todo, não foi tão ruim assim. E alguma coisa mudou dentro mim. Ou já estava lá, eu que não percebi.



E no meio de tantas conversas, percebo quão estou mudada. E percebo também que no meio de tanta mudança, não perdi minha essência. Tantas coisas novas, inéditas. Gostando disso tudo. E com vontade de mais, muito mais. É, fora da casca.




Carpe Diem.





You want me, well fucking well come and find me
I'll be waiting with a gun and a pack of sandwiches

So, you really found me. And I found you.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Sede de cultura.


Essa falta de sede de cultura de algumas pessoas me cansa.



Morrendo de sede.






Saudade dos amigos, do meu sofá e do meu tapete. Blá.
Já já tô de volta.









- Pára de se preocupar, de procurar conceituar algo não-conceitual... [sonhos].

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Better Mood (!)

São Paulo. It supposes to be fun. Getting better, better.
Acho que é o poder do capitalismo. Compras, compras e compras. E... um ano sem comprar mais nada também...










Pedalling through
The dark currents
I find
An accurate copy
A blueprint
Of the pleasure
In me

domingo, 20 de dezembro de 2009

Bad Mood.







São Paulo. It was supposed to be fun.











Pro inferno
os vestidos amarelos, as caminhadas no parque, as músicas natalinas (assim como todo o Natal em si), todo esse 'clima' final de ano e a paz na terra.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

All the leaves are brown.


All the leaves are brown
And the sky is grey
I've been for a walk
On a winter's day

I'd be safe and warm
If I was in L.A
California Dreamin'
On such a winter's day


Trilha de Amores Expressos. E não consigo mais parar de ouvir.
O filme é bem legal; gostei mais da segunda história (são duas histórias sobre fim de relacionamentos), que by the way, é a que possui essa música como trilha e também uma versão asiática de Dream dos Cranberries.



E sexta viajo para Sampa. 1 semana, Natal.

Talvez eu relate esses 7 dias de viagem, assim como fiz quando fui ao litoral de SP (a loooong time ago). E sim, está em algum lugar desse blog, só procurar HAHA.





segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Eu seria a chuva.




- Eu seria a chuva. Ou o fogo [fogo é bizarro].



Saindo (?) daquela casca que tão bem foi fabricada por ela mesma. E agora está sentindo aquelas coisas que já não se sentiam.




Deixa eu brincar com (no) seu universo?
(:












Há tanto o que se perguntar.
Há tanto o que falar.
Há tanto o que silenciar.
Há tanto o que cantar.
Há tanto o que olhar.
Há tanto o que sentir.

Mas estamos somente em um começo...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Fogo purifica.



Hoje, café numa xícara bem grande. De um sabor que há meses não sentia.
Hoje, chuva, epifanias e catarses matinais.
Hoje, tédio agradável de uma manhã de sábado frio-cinza-chuvoso.
Hoje, Aluga-se-vende na cabeça (all day long). E de quebra metade do cd do Móveis.
Hoje, dia de cores de Almodóvar para contrastar com o cinza do céu e colorir aqueles 'garotos juvenis'.




Hoje, um dia bom, assim por inteiro.







Ah! Essas tuas frases já não
Ofendem mais





E repita comigo o mantra: "fogo purifica."

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Mundo mais meu.

Mundo mais cores, mundo mais novos sons, mundo mais novos cheiros, mundo mais sabores, mundo mais chocolates, mundo mais cafés, mundo mais doces, mundo mais música, mundo mais biscoitinhos quentinhos da vovó, mundo mais novas experiências, mundo mais novas sensações a cada dia, mundo mais não-rotina, mundo mais fractal, mundo mais danças esquisitas, mundo mais conversas de fim de tarde, mundo mais dias de chuva, mundo mais cinza e frio, mundo mais neve, mundo mais mãos dadas, mundo mais cheiro de orvalho da manhã, mundo mais pôr-do-sol, mundo mais aurora boreal, mundo mais abraços apertados, mundo mais beijos coloridos, mundo mais incertezas, mundo mais trilhas sonoras, mundo mais caos, mundo mais momentos, mundo mais campos de morangos, mundo mais irreal e surreal, mundo mais excessos, mundo mais improvisos, mundo mais novas possibilidades, mundo mais crônica, mundo mais luzes desfocadas, mundo mais noite, mundo mais cidade, mundo mais crises de riso, mundo mais nostalgia, mundo mais indefinições, mundo mais livros, mundo mais fotos espontâneas, mundo mais arte, mundo mais surpresas, mundo mais preto e branco, mundo mais sem sentido, mundo mais ideia, mundo mais ócio, mundo mais história de terror contada ao redor da fogueira, mundo mais poesia, mundo mais tons pastéis, mundo mais histórias antes de dormir, mundo mais estrelas, mundo mais vinhos, mundo mais cinema, mundo mais amores, mundo mais invernos e outonos, mundo mais viagens, mundo mais chá da tarde, mundo mais devaneios, mundo mais frases de efeito, mundo mais flores do campo, mundo mais silêncio, mundo mais sinestesia, mundo mais árvores, mundo mais segredos sussurrados, mundo mais movimento, mundo mais literatura, mundo mais efêmero, mundo mais radical, mundo mais mentiras sinceras, mundo mais não-mundo, mundo mais paradoxos e antíteses, mundo mais universos, mundo mais meu.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hmm.

- "Strawberry fields; Nothing is real"
- Por que dessa frase?
- Não tem uma explicação...
- Ótima resposta... Há coisas que não são feitas para serem entendidas, mas sim sentidas.
- Exato. Essa é uma delas.








Nota: Ler "Morangos Mofados" do Caio Fernando Abreu.

Aquela manhã.

Ela, que há muito não passava a noite em claro, naquele dia sim. Olhou para o relógio e marcava seis horas da manhã. Sem sono, relutante em ir para a cama, se pôs a olhar o céu pela janela do quarto. Respirou fundo, sentiu aquele doce cheiro de orvalho da manhã. E subitamente sentiu que deveria ir lá fora, viver aquilo. Ficou alguns minutos ali, a pensar vazios ao ver aquele azul que nunca havia visto. E naqueles minutos, se sentiu viva, de uma forma quase que inédita, que há muito não sentia. Seu corpo torpe não saiu do quarto, afinal. Mas não deixou de correr e sentir tudo aquilo lá fora. Foi para a cama com aquela cor, com aquele cheiro, com aquela sensação, exclusivos para ela. Dormiu.

Elá já não sabe se foi um sonho ou não.
Mas, de que importa?

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

E passados 50 mil anos...

A tão sonhada Paz mundial. Todos se amando, ouvindo Imagine dos Beatles. Mãos dadas, abraços aleatórios. Tudo azul, o puro amor no ar. Tudo besteira. Hipócrita utopia. Catástrofe certa. Por que um final feliz, para você, humano? O mundo agora vive muito bem sem sua presença, obrigado. Não que sua existência tenha sido totalmente em vão, não. Afinal, deixou um legado, que não deve ser menosprezado. Suas culturas, artes, literaturas, línguas, histórias, genialidades... claramente possuem relevância. Mas sua extinção veio muito a calhar, convenhamos. Assim como qualquer modo de vida, desde seu princípio, o seu fim está certo. Ciclos são essenciais. Renovação. E você, com seu egocentrismo, acha mesmo que iria viver até aqui? Tolo. Esse é teu pior defeito, achar que o mundo teria que se submeter a tua ínfima existência. Faz-me rir, humano tolo, faz-me rir.






O mundo daqui a 50 mil anos:
Muito bem sem o humanos, beijos.







quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Mais que chuvosos, dias.



Há quem goste da chuva, dos dias cinzas que colorem os sentidos. Há quem goste do frio sereno, que invade a alma e traz a tona todo aquele sentimento. Memórias muitas vezes já esquecidas; a visita da velha nostalgia. Velhos amigos, velhas brincadeiras, um bom filme, chocolates, abraços apertados, beijos sabor café. Meias quentinhas, edredon colorido, cheiro de gotas caindo do céu. Brisa saborosamente gélida. Atiçam os sentidos, invadem os corpos quentes, carentes. Demasiadamente doce, em tons pastéis. Todos aqueles sons e cores, e também os amores que ainda virão. Sublime. Que venham raios, trovões e relampejos; e o lirismo efêmero.

Ruas molhadas, luzes desfocadas, jovens que dançam no ritmo das gotas, sem medo de se molhar, sem medo de viver. Indescritivelmente vivos.

Há quem se contenta em observar; sentir o que a chuva traz consigo. Há quem senta num cantinho, ao ouvir aquela sinfonia natural, a escrever um poema. Há quem leia aquele livro de páginas velhas, quase esquecido no fundo da gaveta. Há quem sonha e há quem suspire. Há quem se sinta um tolo apaixonado, e há quem se sinta confortavelmente solitário. Há quem cante, há quem dance, há quem sinta, há quem viva toda essa chuva.




sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Houston, estou na Lua.

O dia era 16 de Julho de 1969, a hora 9h32 da manhã. O local era Flórida, Centro Espacial Kennedy, no Complexo de Lançamento 39 da Nasa. Nenhum outro homem havia realizado tal proeza. A primeira viagem tripulada à Lua teve seu início com o lançamento da Apollo 11. No topo daquele imponente e estático engenho, uma pequena cápsula abrigava-nos: Neil Armstrong, Edwin 'Buzz' Aldrin, Michael Collins e eu, que aguardávamos ansiosamente para cumprir a missão que nos fora confiada. Ali, sentados pacientemente esperávamos a contagem regressiva que nos faria entrar para a História. Nada podia dar errado e um a um, todos os setores foram questionados se o lançamento podia ou não ser feito. Após ouvir todas as confirmações necessárias, o comando do alto da última linha de controladores: “Ok, vamos lançar!”. Sete, seis, cinco, Sequência de Ignição Iniciada, quatro, três, dois, um, zero... Lançamento.

Fechei os olhos, prendi a respiração: “Estou indo para a Lua”.

Os relógios agora marcavam 10h32 da manhã. A espaçonave da Apollo alcançou a órbita Terrestre após 11 minutos do seu lançamento. Após uma órbita e meia começamos a nossa viagem à Lua. Pudemos ver a maioria da África e partes da Europa e Ásia. Sensação inexplicável. Aquele era o meu Planeta! Me senti um deus. Após 2h44 de vôo a nave sobrevoava as Ilhas Gilbert, entre a Austrália e o Pacífico. 5h30 depois de lançada, a Apollo 11 estava a 35 mil quilômetros da Terra, viajando a 14 mil quilômetros por hora. Desde o lançamento na manhã de 16 de julho, a nossa atividade foi marcada por operações relacionadas às manobras no espaço, necessárias à colocação da Apollo 11 no rumo correto para atingir a Lua.

Durante quatro dias, tarefas rotineiras de checagem dos instrumentos e as diversas brincadeiras entre nós e o pessoal de Terra. E a Lua a cada dia mais próxima. Ansiedade só aumentava. Dormimos aproximadamente 9h por dia, mas não quebramos o recorde de 10h. Além de excelente observador, Aldrin, assim como eu, tinha o hábito de fotografar e sempre que o tempo permitia disparava sua máquina contra os alvos que achasse interessante. Entre os objetos vistos através de sua lente, a Terra era o que mais lhe fascinava, opinião compartilhada por mim, certamente. Durante grande parte da missão fotografamos nosso planeta com várias configurações possíveis e produzimos as mais belas fotos feitas durante o projeto Apollo.

Dia 20 de Julho de 1969. À medida que a Lua se aproximava, a tensão entre os controladores crescia e os primeiros preparativos para o pouso tiveram início. O momento era de grande importância e o evento estava sendo transmitido ao vivo. A Apollo 11 estava agora em órbita e pela primeira vez desde que partimos há quatro dias, vislumbramos a Lua. Se antes a posição em que viajávamos não permitia ver plenamente nosso satélite, agora toda a plenitude da paisagem despontava ante nossos olhos. A cratera Aristarcus, iluminada pelo brilho da Terra, hipnotizava. Atento a cada detalhe, Buzz Aldrin não parava de descrever a superfície, dando detalhes da geografia do local. As emoções aumentavam a cada segundo e os últimos preparativos estavam sendo tomados. Em poucas horas testemunharíamos um dos mais importantes eventos do século 20.

Muita apreensão na hora de finalmente pousarmos a espaçonave. Durante 14 segundos ficamos sem contato com o centro de controle. Os 14 segundos mais tensos de toda a viagem. E logo o conforto: "Houston, a tranquilidade baseia-se aqui. A Águia encontra-se aterrissada". Em resposta, o centro de controle: "Ok, entendido. Tem um monte de gente roxa por aqui, mas já estamos respirando de novo. Muito obrigado". Estas palavras iniciaram a nova era da exploração humana, a exatamente às 16h18 do dia 20 de Julho.

Apesar da chegada da Águia na superfície lunar ter sido marcada por uma série de contratempos, como o pouso em local afastado e o combustível praticamente esgotado, até aquele momento a missão da Apollo 11 fora um sucesso absoluto. Absolutamente fantástico.

Não havia muito tempo, mas a emoção de estar na Lua não nos impedia de descrever alguns detalhes que víamos da superfície: "Me parece que as rochas têm uma grande variedade de formas, ângulos e granulações. Não dá para identificar bem as cores, depende um pouco do ângulo do Sol, mas ao que parece não aparenta que tenham muitas cores”.

Armstrong não parava de tecer comentários sobre o excelente trabalho realizado pelos controladores e disse que a baixa gravidade da Lua não parecia incomodar. Para ele, os movimentos eram perfeitamente naturais. "Estou vendo a Terra. Ela é enorme e muito brilhante. Ela é maravilhosa!", exclamou.

Quatro horas após o pouso, demos início ao momento mais importante de toda a missão: o desembarque na Lua. Tudo meticulosamente calculado; a abertura da escotilha não representava risco de morte aos astronautas. Neil Armstrong foi o primeiro ser humano a tocar a superfície da Lua e autor da mais célebre frase do século 20: "O que é um pequeno passo do homem, é um grande salto para a humanidade."

Eram 23h56 do dia 20 de julho de 1969. O dia em que pude vivenciar o acontecimento mais magnífico da minha vida. Avistei a Terra, enorme, brilhante, de um azul hipnotizante. Olhei para os lados, completa escuridão. Uma vista maravilhosa, maravilhosa desolação. Sensação mais que divina.

domingo, 11 de outubro de 2009

Pequeno confesso.

Há uma palavra me provocando uma certa repulsa ultimamente: amor.

Talvez não pelo seu sentido em si, mas pela sua extrema banalização. É isso, um clichê.
Assim como o "para sempre", "amor da minha vida" e toda essas coisas (melosas e vazias) que falam por aí. Sim, é de um vazio tão grande usar essas palavras que não têm sentido algum, que nem sequer sabem o que estão dizendo (e pensam que sabem). Eu, que também não sei, acho que há toda uma significância maior, que não cabe ser frase/palavra repetida e sim sentida (em suas infinitas tonalidades). E o que fazem é diminuir cada vez mais uma coisa divinamente bela. Aliás, coisa muito comum dos seres humanos. Sei lá. Isso me irrita um pouco. E me faz ser ainda mais distante. A verdade é que não quero ser um desses.



É, amor é para os fracos.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Novas (e estranhas) experiências.

A excentricidade da minha mãe muito me deixa abismada na maioria das vezes, mas sempre é motivo para boas risadas. Ela muitas vezes é vista como louca, o que não deixa de ser verdade. Situações do nosso cotidiano revelam isso. Suas peculiaridades renderiam um livro. E essa é uma delas.

Certo dia, avistei minha mãe em pé na cadeira, apoiada na geladeira ao ler um livro em cima desta. Não pude deixar de parar o que estava fazendo para observar aquela peculiaridade.

- Mãe, o que você está fazendo?
- Estou estudando.
- Em cima da geladeira?

Soltei um “você é louca” e ela me disse que era bom experimentar lugares novos, que aquilo ajudava nos estudos e que seria bom eu fazer o mesmo.

Acho que virou alguma tendência essa coisa de experimentar ambientes novos, seja para estudar, ouvir música ou até para... é, sexo.

Resolvi pesquisar e como há estudos sobre tudo (mesmo) descobri que alguns cientistas fizeram um sobre a capacidade de memorização quando se experimenta “novos ares”, por assim dizer. A capacidade de absorção do conteúdo certamente aumenta quando deixamos a mesa e a cadeira de lado (o que no caso da mamãe foi só a mesa que fora deixada de lado), a velha biblioteca e até mesmo nosso amado quarto. Mas esses cientistas não estão sós, nessas palestras e livros de técnicas de memorização que estão na moda também afirmam o mesmo.

Inovar. Essa é a palavra de ordem. Em cima da máquina de lavar, de uma geladeira, de uma árvore, no elevador, no vizinho, no telhado da casa ou no terraço do apartamento, na parada de ônibus, na escada (de incêndio de prédios, rolante dos shoppings...), e mais uma infinidade de lugares improváveis. Temos um mundo para experimentar. E isso vale para a prática sexual também - sexólogos defendem.





Vale ressaltar que o texto é meramente fictício, ou nem tanto assim.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

What happened to us?

What happened to me?

Ainda sinto-me entorpecida. Em um ciclo vicioso.
Vivo num piloto automático que nem eu sei mais como 'desligá-lo'. Iludi-me por poucos minutos, achava-me em estado 'manual'; mas não. Ainda não. Não completamente. Apenas superficialmente.
Minhas teorias, minhas críticas, minhas ideias: todas trancadas numa caixa de metal. E me pergunto onde a chave estaria. Ando procurando-a; alguém a viu?.

Faltam-me as cores, as formas, os sons. Faltam-me os suspiros, os sentidos, as chuvas. Faltam-me as tempestades, os devaneios, as divagações. Faltam-me os excessos, os medos, os anseios. Falta-me o profundo, o interno, o intenso. Faltam-me o ar, o impulso, a dor. Faltam-me a música, os filmes, os livros. Falta-me eu.


Como se eu estivesse trancada do lado de fora de mim...



Coisas muito boas acontecendo. Sinto que não estou realmente vivendo-as. Deveria.
E o tempo voa.

- Tempo efêmero, Quero meu Presente, meu Agora.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Nova versão para 'os três porquinhos'.

Era uma vez três porquinhos genéricos, P1, P2 e P3 e um Lobo Mau, por definição, LM, que vivia os atormentando. P1 era sabido e fazia Engenharia de Automação e já era formado em Civil. P2 era arquiteto e vivia em fúteis devaneios estéticos absolutamente desprovidos de cálculos rigorosos. P3 fazia Comunicação e Expressão Visual. LM, na Escala Oficial da ABNT para Medição da Maldade (EOMM) era Mau nível 8,75 (arredondando a partir da 3a. casa decimal para cima). LM tabém era um mega-investidor imobiliário sem escrúpulos e cobiçava a propriedade que pertencia aos Pn (1 <= n <= 3, n natural), visto que era de boa conformidade geológica e configuração topográfica, e ficava perto do shopping center.

Mas nesse promissor perímetro P1 construiu uma casa de tijolos, sensata e logicamente planejada, toda protegida com mecanismos automáticos. Já P2 montou uma casa de blocos articulados feitos de mogno que mais parecia um castelo lego tresloucado. Enquanto P3 planejou no AutoCad e montou ele mesmo, com barbantes e isopor como fundamentos, uma cabana de palha com teto solar, e achava aquilo “o máximo”.

Um dia, LM foi até a propriedade dos suínos e disse, encontrando P3:
- Uahahhahaha, corra, P3, porque vou gritar, e vou gritar e chamar o Conselho de Engenharia e Construção Civil para denunciar sua casa de palha projetada por um formando em Comunicação e Expressão Visual! Ao que P3 correu para sua amada cabana, mas quando chegou lá os fiscais do Conselho já haviam posto tudo abaixo.
Então P3 correu para a casa de P2. Mas quando chegou lá, encontrou LM à porta, batendo com força e gritando: – Abra essa porta, P2, ou vou gritar, gritar e gritar e chamar o Greenpeace, para denunciar que você usou madeira nobre de áreas não-reflorestadas e areia de praia para misturar no cimento. Antes que P2 alcançasse a porta, esta foi posta abaixo por uma multidão ensandecida de eco-chatos que invadiram o ambiente, vandalizaram tudo e ocuparam os destroços, pichando e entoando palavras de ordem. Ao que P3 ergue P2 e os dois correm para a casa de P1. Quando chegaram à casa de P1, este os recebe e os dois caem ofegantes na sala de entrada.
P1: O que houve?
P2: LM, lobo mau por definição, nível 8.75, destruiu nossas casas e desapropriou os terrenos.
P3: Não temos para onde ir. E agora, que eu farei? Sou apenas um formando em Comunicação e Expressão Visual!

Tum-tum-tum-tum-tuuummm!!!! (batidas à porta)
LM: P1, abra essa porta e assine este contrato de transferência de posse de imóvel, ou eu vou gritar e gritar e chamar os fiscais do Conselho de Engenharia em cima de você!!!
Como P1 não abria (apesar da insistência covarde do porco arquiteto e do.. do… “comunicador e expressivo visual”?), LM chamou os fiscais,e estes fizeram testes de robustez do projeto, inspeções sanitárias, projeções geomorfológicas, exames de agentes físico-estressores, cálculos com muitas integrais, matrizes e geometria analítica avançada, e nada acharam de errado. Então LM gritou e gritou pela segunda vez, e veio o Greenpeace, mas todo o projeto e implementação da casa de P1 eram ecologicamente corretos.

Cansado e esbaforido, o vilão lupino resolveu agir de forma irracional (porém super-comum nos contos de fada): ele pessoalmente escalou a casa de P1 pela parede, subiu até a chaminé e resolveu entrar por esta, para invadir. Mas quando ele pulou para dentro da chaminé, um dispositivo mecatrônico instalado por P1 captou sua presença por um sensor térmico e ativou uma catapulta que impulsionou com uma força de 33300 N (Newtons) LM para cima. Este subiu aos céus, numa trajetória parabólica estreita, alcançando o ápice, onde sua velocidade chegou a zero, a 200 metros do chão. Agora calcule, admitindo que a gravidade vale 10m/s2:
a) a massa de LM.
b) o deslocamento no eixo “x”, tomando como referencial a chaminé.
c) a velocidade de queda de LM quando este tocou o chão e
d) o susto que o Lobo Mau levou.




Não sei o autor, mas certamente genial. :)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Psychofreak-day.

- Cigarro é lixo reciclável ou não reciclável?



- Esse suco tem gosto de desinfetante. Acho que querem me envenenar...



- Eu tenho cara de cereja, fala vai!
- Tem. E de morango também.
- Mas eu gosto mais de cereja.
- Então posso ser morango? Êêêê!

- Cereja é mais legal em inglês: cherry.
- Strawberry! Strawberry fields foreveeeeeer!



- Esse dia deveria ser o meu curta-metragem. Por que não tenho uma câmera agora?




- Eu gosto de árvores. Sou uma árvore. Uma cerejeira.
- Por que você é uma árvore?
- Porque árvores não precisam tomar decisões. O vento bate e elas se movem; está quente e as folhas caem...




- E a primeira coisa que você vai dizer a ele é: "vai se foder". E só depois: "pode falar agora".





- Ele é você daqui a dez anos.
- Gostei da parte dele ter dinheiro.




- É muito estranho sentir nojinho de uma pessoa com quem já ficou?
- Não. É completamente normal.




- O que você daria de si para ter alguém que deseja muito?





- Olha! Um elevador por aqui!
- Nossa, um elevador (na UnB)... e bem escondido hein.
- Bora entrar?
- Não. Vai que esse negócio fecha e não abre mais... e não estou afim de passar meu dia trancada num elevador.
- Altas pessoas devem fazer sexo aí.
- Será que não tem câmera?
- Não sei. Bora testar? (Brinks!) HAHAHA





- Eu vou tirar minha blusa! Duvida?
- Não.
- Tá. (¬¬)
- Então vou dar mole pro primeiro que me secar!
- Cuidado, estamos num posto de gasolina.




- Sua freak!




- Aquela garota deve ser um porre.
- E ainda tem um namorado cafajeste. Viu ele nos secando desacaradamente?
- Não. Mas pelo menos ele concorda que somos mais (algumas muitas vezes mais) gatas que a namorada.




- É uma questão de ego...


- Gostar de árvores tortas denuncia esquizofrenia.
- (OMG) HAHA




quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Insólita.


No seu mundo de tons pastéis
Suas cores, seus amores
São como broquéis

Rodopiava e tropeçava
Nos seus sonhos, nos seus medos
Uma vida que não começava
Refém dos seus segredos

Num dia nublado como outro qualquer
Ela divagava sobre
O porquê de ser o que não quer

Ela, a menina moça
Que nunca recusou uma dança
Agora ela se lança
No abismo, já sem força

E num segundo, quase muito
Achou-se noutro mundo

terça-feira, 15 de setembro de 2009

(nem) tão utópico assim.

Ele é muitos. Ele é nenhum. Ele é, no seu jeito, tão danificado quanto eles. Isso o não o torna menos interessante. Seu universo encanta e desencanta. Ele vive nesse paradoxo do real e irreal, e não se importa muito com isso. Para ele, viver é só uma desculpa para existir. É uma inconstância, um devaneio, um sonho. Em seu corpo se sente preso. Sua alma transita entre o tudo e o nada. Lamentando-se pela dualidade corpo-alma. Ele é delírio, utopia. Um além-ser.

Vestido como ser humano, ele sente, ele duvida, ele se importa, ele nunca está satisfeito. Seus risos indecifráveis, sua seriedade duvidosa. Cria suas certezas para depois questioná-las. Ninguém o entende, ele não foi feito para tal. Da mesma forma que ele não entende o mundo ao seu redor; isso é perca de tempo, afinal. Alheio a tudo o que é mundano, ele se perde no próprio ego. Sem nexo, sem senso: assim mesmo. Mas quem sabe o seu não fazer sentido, um dia, possa fazer sentido (para alguém)? E um dia fez, sim.



E continua vivendo na harmonia do seu caos;
tropeçando e seguindo no seu egocentrismo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Vida (?) escolar.


Há uma certa relutância de minha parte em escrever sobre minhas experiências escolares. O motivo é simples (ou complexo, dependendo do ponto de vista): não tive boas recordações quando o assunto é vida escolar. E talvez esse conjunto de fatores tenham de certa forma me “bloqueado”. Não consigo escrever sobre o passado. Não como eu acho que deveria, com fluidez. E nem pretendo me desgastar escavando o passado. Ele está muito bem onde está, obrigada.

Certo dia, ao assistir ao programa de entrevista da Marília Gabriela, um convidado (Juca de Oliveira) disse: “Não me dedico ao passado, só ao presente. A morte é proporcionalmente próxima à quantidade de passado que você tem”. E complementou: “Se você for fazer um escaneamento do que já fez, você morreu". Eu não quero “morrer”, pelo menos por enquanto.

Contudo, ao ler Fomos maus alunos, veio-me na cabeça alguns fatos vividos até parecidos com os dos autores. Sobre a caixa e o brinquedo, assunto inicial do livro, muito me interessou as metáforas: o brinquedo como sendo a escola e a caixa como o mundo que a cerca. Assim como Gilberto Dimenstein, compartilho da mesma ideia: “Eu detestava a caixa e também o brinquedo. Para mim, a escola foi um problema durante toda a minha vida escolar. Não houve um único ano em que a escola tenha sido estimulante e fonte de realização. Então, acabei desenvolvendo algumas defesas para tentar me proteger.”

No meu caso, minha defesa foi o isolamento. De certa forma foi bom. Pude conhecer melhor o meu mundo interior, ou em outras palavras: cresci como pessoa. Aprendi muita coisa sobre a vida e percebi que ainda há um infinito para se apreender. Opiniões, teorias, ideias foram formadas, transformadas e até desfeitas. E citando mais uma vez um dos autores: “Parece que essa experiência, de talvez, solidão – força a gente a desenvolver recursos pessoais para lidar com a vida.” E foi assim que aconteceu. Minha solidão (in)voluntária contribuiu para ser quem sou hoje, apesar das muitas desvantagens que ela trouxe consigo. Encaro as coisas hoje como sendo um grande aprendizado; tudo um dia fará sentido (o não fazer sentido também tem seu sentido) e há sempre o que aprender. Isso vale principalmente para minha vida escolar, que foi um drama/tragédia (no sentido teatral), mas que me foi extremamente útil.

Fui uma aluna peculiar. Nunca reprovei em matéria alguma, mas não era considerada uma dos “nerds” da escola. Na verdade, fui “nerd” na escola que estudei até a oitava série. Mas a partir do primeiro ano do segundo grau, já em uma outra escola completamente diferente, me tornei a medíocre, “mais um número entre tantos outros”. Até a sexta ou sétima série sentava na frente (o lugar dos tais “nerds”), mas nos anos seguintes descobri que a “turma do fundão” era muito mais interessante, salvo algumas muitas exceções.

Porém, houve sim uma grande contribuição para a escolha de uma "área de atuação no mercado", logo no ínicio do terceiro ano: uma simulação das Organizações das Nações Unidas. Algumas escolas promovem esse tipo de simulação, a minha foi uma. E lá pude vivenciar, nem que superficialmente, a área de Comunicação Social, mas precisamente a de Jornalismo. Uma semana de correria, estresse e diversão. Uma experiência que valeu muito a pena, inesquecível.

Eu gostava de estudar, mais para passar logo de ano e chegar o mais rápido à faculdade. Portanto, a escola em si foi só um obstáculo que precisei contornar para chegar onde eu realmente queria: onde estou hoje.


Vida social: tendendo a zero, quase sempre.
Amigos: os poucos que fiz me foram suficientes. E ainda são. O que não quer dizer que não esteja aberta para novas amizades. O diferente (e o novo) sempre me atraiu.
Perversões: eu fui/sou uma perversão (no meu sentido, claro).


Algumas palavras que resumem (bem) a minha tal vida escolar: estresse, confusão, decepção, conquistas, raiva, alegria (mesmo que pouca), amizades, inimizades, tragédia, indiferença, barulho, silêncio, cansaço, tédio, (des)contentamento, solidão, individualismo, desprezo, preocupação, auto-conhecimento, criatividade (e a falta dela também), pressão, conhecimento, (i)maturidade...

Sou uma INTJ.

O que é isso?
Resultado de mais um teste de personalidade. Que por sinal, foi o que mais "deu certo" até agora. :)


Você vive num mundo de idéias e de planejamento estratégico. Você valoriza inteligência, conhecimento, competência, e tende a ser uma pessoa que estabelece altíssimos padrões para si mesmo e que continuamente se esforça para atingi-los. Apesar de que a um nível de certa forma mais baixo, você tem expectativas similares quanto aos outros.

Com a intuição introvertida dominando sua personalidade, você foca sua energia em observar o mundo e em gerar idéias e possibilidades. Assim, sua mente constantemente absorve informações e faz associações com elas. Você é uma pessoa tremendamente pensativa e compreende novas idéias com muita rapidez. Porém, seu interesse primário não está simplesmente em compreender um conceito, mas em aplicá-lo de uma forma prática, chegando a conclusões sobre esses conceitos. Sua necessidade por fechamento e organização geralmente lhe move a agir de alguma forma.

Como você valoriza sistemas e organização tremendamente e necessita da existência dos mesmos, e é uma pessoa naturalmente pensadora, essas coisas fazem de você um excelente cientista. Você oferece seu dom à sociedade ao transformar suas idéias em formas úteis que possam ser seguidas por outras pessoas. Não é fácil para você conseguir expressar suas visões, pensamentos e abstrações internas, pois estes se encontram numa forma interna altamente individualizada, não sendo assim diretamente traduzíveis numa maneira que outros possam compreender. Porém, você geralmente é levado a traduzir suas idéias na forma de um plano ou de um sistema que seja fácil de explicar, ao invés de através de uma tradução direta dos seus pensamentos para as pessoas. É difícil que você veja valor numa transação conversacional direta, e você também tem dificuldade em expressar suas idéias, que não são lineares. Entretanto, seu extremo respeito por conhecimento e inteligência o motivarão a explicar-se para outras pessoas que você achar merecedoras desse esforço.

Você é um líder natural, embora você geralmente prefira ficar “por trás da cortina” até que você enxergue uma necessidade real de liderar a situação. Quando você se encontra numa posição de liderança você é muito eficaz, pois é capaz de enxergar objetivamente a realidade da situação e é adaptável o suficiente para mudar as coisas que não estejam funcionando bem. Você é um supremo estrategista: constantemente avaliando idéias e conceitos disponíveis e comparando-os à sua estratégia atual, para que você já tenha um plano pronto para qualquer eventualidade imaginável.

Você é uma pessoa que gasta muito do seu tempo dentro dos seus próprios pensamentos, e pode se interessar pouco pelo que outras pessoas pensam ou sentem. A menos que você desenvolva seu lado sentimental, você pode acabar tendo dificuldade em oferecer intimidade às pessoas num nível de que elas necessitam. Igualmente, se você também não desenvolver seu lado mais prático você pode acabar tendo uma tendência a ignorar detalhes que sejam necessários à implantação de suas idéias.

Seu interesse em lidar com o mundo está em tomar decisões, em expressar raciocínios e conclusões, e em incluir tudo que você encontra dentro de um sistema compreensível e racional. Conseqüentemente, você expressa essas suas conclusões e julgamentos com rapidez. Você tem uma intuição altamente desenvolvida e freqüentemente se sente convencido de que está certo sobre as coisas. Porém, a menos que você complemente sua visão intuitiva com uma capacidade de expressar suas idéias, você pode acabar sendo mal compreendido com freqüência. Em casos em que há esse problema de compreensão, você tende a culpar a limitação das outras pessoas ao invés da sua própria dificuldade em se expressar. Esta tendência pode fazer com que você dispense as idéias dos outros com muita rapidez, tornando-se em geral uma pessoa arrogante e elitista.

Você é uma pessoa ambiciosa, autoconfiante, planejada, e de raciocínio de longo prazo. Muitas pessoas como você optam por carreiras de engenharia ou de natureza científica, apesar de que alguns encontram desafios suficientes no mundo dos negócios, dentro de áreas relacionadas a organização e a planejamento estratégico da empresa. Você não gosta de bagunça e de ineficiência, assim como de qualquer coisa ambígua ou incerta. Assim, você preza por transparência e eficiência, e investe uma quantidade enorme de tempo e energia em consolidar suas idéias em padrões estruturados.

Outras pessoas podem ter dificuldades em lhe compreender, achando que você é uma pessoa distante e reservada. Na verdade você realmente não demonstra muito o seu afeto, e não costuma oferecer às pessoas elogios ou críticas positivas o suficiente – ou pelo menos na quantidade que essas pessoas necessitam ou desejam. Isso não significa que você não tenha um afeto real ou que você não se importe com as outras pessoas, mas que você simplesmente não sente a necessidade expressar essas coisas. Outras pessoas podem erroneamente achar que você seja uma pessoa inflexível e que não tenha uma cabeça aberta para idéias diferentes das suas. Nada poderia estar mais longe da verdade, pois você se compromete a sempre encontrar, de uma forma objetiva, a melhor estratégia para implantar suas idéias. Assim, você está quase sempre aberto a ouvir sobre uma maneira diferente de fazer as coisas.

Quando sob um bocado de estresse, você pode se tornar obsessivo com atividades repetitivas sem sentido, como por exemplo, se preocupar ter bebido líquido demais. Você também pode tender a se focar em detalhes que você normalmente não consideraria importantes para seu objetivo maior.

Você precisa se lembrar de tentar se expressar o suficiente para evitar que as pessoas tenham dificuldades em lhe compreender. Na ausência de um desenvolvimento correto da sua capacidade de comunicação, você pode se tornar uma pessoa “curta e grossa” para com as pessoas, e, por fim, isolacionista.

Você tem uma capacidade tremenda de fazer grandes conquistas. Com a sua capacidade de raciocínio você capta compreensões (insights) dentro de uma visão geral das coisas, e é motivado a sintetizar seus conceitos na forma de sólidos planos de ação. É provável que você seja uma pessoa altamente competente, e que não terá problema algum em atingir suas metas educacionais e profissionais, tendo a capacidade de fazer grandes “saltos” nessas áreas. Num nível pessoal, se você praticar tolerância e se esforçar para comunicar suas idéias aos outros de uma maneira eficaz, você terá em suas mãos tudo o que precisa para viver uma vida rica e gratificante.


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Ou:


Segundo o desciclopédia:

Os egocêntricos

INTJs pensam que são melhores que todo mundo. Frios, sádicos, mesquinhos, hipócritas, manipuladores, julgadores e arrogantes. Não gostam de ninguém (nem deles mesmos). Acham que tudo deve ser analisado pelo prisma da lógica. Ganham a confiança de todos para traí-los no final. Para eles, as emoções são para os fracos e o contato humano é uma mera forma de prazer de onde eles podem tirar proveito. A verdade é que eles não ganharam carinho quando pequenos, aí cresceram e viraram esses pseudo-misantropos que acham que são a encarnação do Darth Vader. Não têm o mínimo senso de praticidade (assim como os amigos INTPs) e se fazem de sérios para que as pessoas não descubram que são uns verdadeiros chorões tanga-frouxa.

um INTJ = Um psicopata

dois INTJs = Uma partida de xadrez valendo as bolas do saco

três INTJs = Uma tentativa de tomar o Estado

quatro INTJs = Quatro pessoas querendo dominar o mundo, com a diferença que um vai matar os outros e vai querer tomar o poder sozinho

cinco INTJ's = Pode começar a tocar a marcha imperial, que os nomes deles com certeza começam com Darth.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Felina.



Ela é requintada, silenciosamente sábia.
Inquietante. Independente. Inteligente.
Por muitas vezes arrogante, esnobe e fria.
De uma sinceridade invejável. Verdadeiramente inexorável.

Ela não gosta de alguém pela necessidade de sentir-se melhor.
Ela gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dela e ela o dá se quiser.
Nada pede a quem não a quer.
E fiel a quem dedica seu afeto.

Ela, que muito vê além, por dentro e pelo avesso.
Por poucos é vista realmente.
Simplicidade indecifrável. Complexidade inefável.

Um paradoxo personificado.
Ela é assim: misteriosa, sublime, uma humano-gato.
Exótica Felina.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Strawberry fields forever.


E depois de tanto tempo, surge esse alguém.

Esse alguém que já conseguiu desvirtuar minhas teorias sobre muita coisa. Que me fez questionar algumas regras que eu tinha imposto sobre mim mesma. Esse alguém que pode nem existir, ser apenas uma criação de uma mente caótica e ansiosa.

O mais engraçado (ou não) é como e onde eu o conheci. A cada dia me surpreendo com as coisas que me acontecem. Isso é bom até. Me faz ficar refletindo por horas, dias. É um novo sentimento, novas sensações. (Não, não é “paixão” nem nada semelhante) Vai muito além desse mundo material. Dar nomes aos sentimentos nem sempre é uma boa, mesmo porque é impossível ter uma palavra que descreva perfeitamente, e mesmo que existisse se tornaria limitado àquela. Esse não foi feito para ser limitado nem definido.

Acontece que um dia sem falar com esse alguém já me faz uma tremenda falta. O tempo passou tão rápido, que já se fazem quase 2 meses de conversas indispensáveis. Às vezes sinto que já o conheço desde há muito mais tempo. Se tudo der certo, poderei comprovar que ele existe mesmo, ainda esse ano. Estranho tudo isso. Mas não deixa de ser impressionante, até incrível.

Eu realmente não quero perdê-lo. E nem quero deixar de sentir isso que sinto.

Eu adoraria ficar horas ouvindo suas teorias sobre o tudo e o nada. Apenas isso me faria bem.


Seu universo me encantou, de uma forma inexplicável.



É único, um menino de ouro. :)

sábado, 28 de março de 2009

Sem título.

E sem texto.
Faz muito tempo.
Por que agora? Porque faz muito tempo...

E sinto falta dos meus textos, de escrever sobre qualquer coisa que me venha a cabeça. Sinto falta de relê-los várias vezes. Sinto falta do tempo em que eu tinha tempo (para escrever). Mas, infelizmente, não será desta vez.

O meu tempo ainda continua sem tempo, ou talvez mais sem tempo do que antes. Eu gostaria (muito) de ter tempo. Tempo para escrever, para assistir filmes, para ouvir música, para ler, para respirar. O tempo é inversamente proporcional à quantidade de coisas que surgem para serem feitas. Eu preciso de tempo, do meu tempo. Ah, saudade...



Sugiro a troca do título por: tempo.

Adoro metaliguagens :)