quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Aquela manhã.

Ela, que há muito não passava a noite em claro, naquele dia sim. Olhou para o relógio e marcava seis horas da manhã. Sem sono, relutante em ir para a cama, se pôs a olhar o céu pela janela do quarto. Respirou fundo, sentiu aquele doce cheiro de orvalho da manhã. E subitamente sentiu que deveria ir lá fora, viver aquilo. Ficou alguns minutos ali, a pensar vazios ao ver aquele azul que nunca havia visto. E naqueles minutos, se sentiu viva, de uma forma quase que inédita, que há muito não sentia. Seu corpo torpe não saiu do quarto, afinal. Mas não deixou de correr e sentir tudo aquilo lá fora. Foi para a cama com aquela cor, com aquele cheiro, com aquela sensação, exclusivos para ela. Dormiu.

Elá já não sabe se foi um sonho ou não.
Mas, de que importa?

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