Aquela manhã.
Ela, que há muito não passava a noite em claro, naquele dia sim. Olhou para o relógio e marcava seis horas da manhã. Sem sono, relutante em ir para a cama, se pôs a olhar o céu pela janela do quarto. Respirou fundo, sentiu aquele doce cheiro de orvalho da manhã. E subitamente sentiu que deveria ir lá fora, viver aquilo. Ficou alguns minutos ali, a pensar vazios ao ver aquele azul que nunca havia visto. E naqueles minutos, se sentiu viva, de uma forma quase que inédita, que há muito não sentia. Seu corpo torpe não saiu do quarto, afinal. Mas não deixou de correr e sentir tudo aquilo lá fora. Foi para a cama com aquela cor, com aquele cheiro, com aquela sensação, exclusivos para ela. Dormiu.
Elá já não sabe se foi um sonho ou não.
Mas, de que importa?
Mas, de que importa?
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