terça-feira, 15 de setembro de 2009

(nem) tão utópico assim.

Ele é muitos. Ele é nenhum. Ele é, no seu jeito, tão danificado quanto eles. Isso o não o torna menos interessante. Seu universo encanta e desencanta. Ele vive nesse paradoxo do real e irreal, e não se importa muito com isso. Para ele, viver é só uma desculpa para existir. É uma inconstância, um devaneio, um sonho. Em seu corpo se sente preso. Sua alma transita entre o tudo e o nada. Lamentando-se pela dualidade corpo-alma. Ele é delírio, utopia. Um além-ser.

Vestido como ser humano, ele sente, ele duvida, ele se importa, ele nunca está satisfeito. Seus risos indecifráveis, sua seriedade duvidosa. Cria suas certezas para depois questioná-las. Ninguém o entende, ele não foi feito para tal. Da mesma forma que ele não entende o mundo ao seu redor; isso é perca de tempo, afinal. Alheio a tudo o que é mundano, ele se perde no próprio ego. Sem nexo, sem senso: assim mesmo. Mas quem sabe o seu não fazer sentido, um dia, possa fazer sentido (para alguém)? E um dia fez, sim.



E continua vivendo na harmonia do seu caos;
tropeçando e seguindo no seu egocentrismo.

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