quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Novas (e estranhas) experiências.

A excentricidade da minha mãe muito me deixa abismada na maioria das vezes, mas sempre é motivo para boas risadas. Ela muitas vezes é vista como louca, o que não deixa de ser verdade. Situações do nosso cotidiano revelam isso. Suas peculiaridades renderiam um livro. E essa é uma delas.

Certo dia, avistei minha mãe em pé na cadeira, apoiada na geladeira ao ler um livro em cima desta. Não pude deixar de parar o que estava fazendo para observar aquela peculiaridade.

- Mãe, o que você está fazendo?
- Estou estudando.
- Em cima da geladeira?

Soltei um “você é louca” e ela me disse que era bom experimentar lugares novos, que aquilo ajudava nos estudos e que seria bom eu fazer o mesmo.

Acho que virou alguma tendência essa coisa de experimentar ambientes novos, seja para estudar, ouvir música ou até para... é, sexo.

Resolvi pesquisar e como há estudos sobre tudo (mesmo) descobri que alguns cientistas fizeram um sobre a capacidade de memorização quando se experimenta “novos ares”, por assim dizer. A capacidade de absorção do conteúdo certamente aumenta quando deixamos a mesa e a cadeira de lado (o que no caso da mamãe foi só a mesa que fora deixada de lado), a velha biblioteca e até mesmo nosso amado quarto. Mas esses cientistas não estão sós, nessas palestras e livros de técnicas de memorização que estão na moda também afirmam o mesmo.

Inovar. Essa é a palavra de ordem. Em cima da máquina de lavar, de uma geladeira, de uma árvore, no elevador, no vizinho, no telhado da casa ou no terraço do apartamento, na parada de ônibus, na escada (de incêndio de prédios, rolante dos shoppings...), e mais uma infinidade de lugares improváveis. Temos um mundo para experimentar. E isso vale para a prática sexual também - sexólogos defendem.





Vale ressaltar que o texto é meramente fictício, ou nem tanto assim.

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