segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mais sobre.

Chuva, chuva, chuva, chuva, chuva. Vontade imensa de andar, andar e correr e gritar e banhar na chuva. Simples assim.

Caos impera. Caos construtivo, por assim dizer. E é bom. Ah, como é bom. A vida aqui manda lembranças e já vai seguindo seu rumo assim meio-sem-rumo, coerente na sua confusão, sem se preocupar onde chegar. E quem disse que tem que chegar?






O amor é o ridículo da vida.

A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer NÃO dói.

[Cazuza]









Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.

(Clarice Lispector)

4 comentários:

Anônimo disse...

sem caos não existe perfeição.

Anônimo disse...

Mais uma vez o mesmo tema do meu próximo post.
Desisto de você, HAHAHAHA.

Amo esse trecho da Clarice, mesmo *-*

Saudades dos nossos papinhos. Beigos.

Anônimo disse...

Pois é.
Acabei até postando outro agora pra não ficar tão parecido (e também porque está mais parecido com o humor atual e blá)...

John disse...

O texto está simples e divertido com seus diversos paradoxos, com os dizeres de Cazuza e Clarice (belíssimos, por acaso) encaixando perfeitamente.

Adorei.