terça-feira, 1 de janeiro de 2008

A viagem.

Arrumar as malas não foi uma tarefa tão divertida, pelo menos para a mamãe. Esqueceu um bocado de coisas em Brasília, mas nada que fosse tão necessário. Juntamos nossas “tralhas” e as 5 da manhã estávamos de pé, prontos para a estrada, que estava a nossa espera bem no dia 22 de dezembro de 2007. Destino: Maresias e todo o resto do litoral paulista (tá, nem todo).

(sábado)
Primeiro dia da viagem, dormi a maior parte do percurso, e quando não estava dormindo, estava cantando a maior parte das músicas que tocava. Típico de viagem de carro. Depois de um dia cansativo e pouco confortável dentro de um carro, chegamos finalmente ao hotel, a noite. Ânimo apenas para tomar um banho, deitar, comer pizza deitados (a preguiça era enorme) e dormir.
(domingo)
Segundo dia, acordamos (em teoria, pela minha parte), descemos e tomamos café. O dia começou chovendo (o que particularmente adorei), porém abafado. Sem saber pra onde ir e o que fazer numa cidade de praia e chovendo, pegamos o carro e fomos ao centro. Durante o percurso, paradas para fotos. Chegamos a cidade histórica, com casas do estilo colonial, um porto com um navio cargueiro, uma praça muito simpática. Andamos; tiramos fotos; a chuva foi-se embora, mais ainda permanecia o céu nublado (para minha alegria); almoçamos por ali mesmo num restaurante de origem grega. Muito bom o restaurante, a casquinha de siri mais barata da região (isso fica por minha conta), tinha até uma entrada “à grega”: torradas e croquetes com 3 diferentes pastas, uma de berinjela; outra de pepino com alho e nãoseimaisoquê (por incrível que pareça, muito gostosa); outra com alho também, mas não me lembro do que exatamente era, mas era boa também. Depois, supermercado. Afinal, tínhamos que comprar algo para beber/comer na ceia de Natal. Frutas, vinhos, cerveja, água, faca, queijo, torrada, copos, pratos. Hotel, contrabando de bebidas. Fomos as lojas, a procura de bermudas (mamãe esqueceu de trazer as dela), sol escaldante e muita água. Exaustos, chegamos ao hotel, descansamos, e mais tarde jantar no restaurante Yokohama. Um restaurante japonês (para o meu espanto), mas para quê espanto? É São Paulo! Enfim, pedimos um salmão grelhado, legumes ao saquê (uh!), missoshiro, arroz oriental (Gohan). Ai, como eu amo o Japão. De volta ao hotel, dormir.

(segunda)
Terceiro dia, véspera de Natal. Acordamos, descemos e tomamos café. Visitamos quase todas as praias da região. Fotos, muitas, claro! Almoço num restaurante escolhido por mim (com ajuda do guia 4 Rodas) e de frente para o mar. Ô trem báum, sô! A vista perfeita, comida idem (porém cara). Voltamos ao hotel, cansados e contentes. Filmes, vinho, comidinha, gripe da mamãe. Mamãe de tão gripada, ficou inconsciente estirada na cama, enquanto eu e D. nos embriagávamos com vinho. Ceia de Natal assim, (bem) regada a vinho e algumas comidinhas felizes. Não demorou muito e logo desmaiamos. Até o dia seguinte.

(terça)
Quarto dia, mais praia. Acordamos e como de costume, descemos e tomamos café. Feliz Natal. Fomos direto a praia Barra do Saí (visitada no dia anterior), mas dessa vez resolvemos alugar um barco para ir até a ilha mais próxima, com praias que deveriam ser desertas. Nada contra, mas tinham pessoas por lá, que chegaram antes. No problem, nos enfiamos (ou melhor, nos escondemos das pessoas) num canto da ilha, cheio de pedras e sombra! Lugar perfeito para começar, antes de chegarem outros “seres”. Mas nada de pânico, apesar algumas poucas (pelo menos eram poucas) pessoas, (também anti-sociais eu acho) ficamos numa boa. Logo me ajeitei num canto entre as pedras e com sombra. Afinal quero que minhas pernocas branquelas continuem branquelas.
"Numa ilha (que supostamente seria deserta), sentada numa sombra, de frente para o mar, ouvindo Los Hermanos bem baixinho para também ouvir o barulho do mar. Existe uma palavra que descreva isso? Pois é, também acho que não."
Na volta, paramos para almoçar numa cidade que ficava no caminho para a “nossa” cidade, Maresias, onde fica o “nosso” hotel. “Póde beber cerveja, sorvete do Rochinha póde? Póóde sim.” (Momentos de felicidade entre nós, que só a gente entende). Antes de chegarmos no hotel, fizemos um pit stop na sorveteria mais famosa da(s) cidade(s), a do Rocha. Meudeuso, tem Rochinha (para os íntimos apenas) na praia (todas, acredite), nas cidades ao redor, em todo lugar! Por isso, não deixe de ir lá, virar bolinha com aquele delicioso sorvete, e não esqueça do marchmellow! (Momento propaganda) Mas eu digo que essa sorveteria ainda vai dominar o país, quem sabe até o mundo... e junto com ela, o supermercado Bom Gosto, que é feito praga por aqui também. Back to the hotel. Aquela mesmice de sempre: banho, cama, lanche. Mas desta vez foi uma coisa bem light: frutas, apenas frutas. E assim fomos dormir. Dia seguinte promete.

(quarta)
Quinto dia. Dia de andar de balsa e tentar conseguir um passeio de escuna. Tudo isso em Ilhabela, como o próprio nome diz, se trata de uma ilha, que também como o próprio nome diz, é bela. Foi mais corrido que os dias anteriores, acordar mais cedo, se aprontar mais cedo, enfim, mais cedo. Boa notícia: fizemos tudo como planejado, a balsa, o passeio de escuna. Da balsa, pudemos ver o navio cargueiro de perto, foto nele! Adoro navios, barcos, enfim, a família náutica toda. Por pouco não conseguíamos andar de escuna. Mas deu tudo certo. Escuna verde, legal. O passeio começou 11h (teoricamente) e terminou as 17:30h (também teoricamente). O passeio mais longo de barco que já tive. Muitos enjoaram, mas eu continuei firme e forte. E o mp4, meu verdadeiro amigo, foi muito necessário. Passamos por 2 praias. A 1ª foi uma passagem bem rápida. Já na 2ª almoçamos por lá e fomos também o almoço de alguns (malditos) mosquitos. Repelente neles! Almoço (o nosso) muito bom. Praia boa. Vento e sombra agradáveis. Isso se chama férias. Hora de voltar, da praia pro bote, do bote para a escuna, da escuna para terra firme. Confesso que já não agüentava mais aquele balanço do mar sentido na pele. É bonito de se observar e etc. mas vai lá balançar junto por algumas horinhas... ou vai vomitar ou ficar tonto, ou ambos, ou simplesmente cansar... ou, ou e ou. Adorável terra firme. Muito bom o passeio. Jantar: esfirra no hotel. Dia seguinte: estraaada, mas não para casa (not yet). Sampa, aí vamos nós!

(quinta)
Sexto dia. Dia de acordar cedo e pegar estrada. Destino: Sampa. Objetivo: Compras! O máximo que pudermos! Hohoho. E assim foi, de Maresias até a capital levou umas 3 horas. Nada demais, pra quem já viajou 14 horas de carro. Chegando a maravilhosa São Paulo (capital), um desafio: se achar no meio de tantas ruas. Para isso existem mapas e placas! Ok, nem sempre eles ajudam na prática, mas como meu senso de direção é bem aguçado (algumas vezes), não demoramos muito e conseguimos achar o hotel (depois de algumas pequenas voltas na cidade). Modéstia parte, a minha contribuição foi necessária para chegar lá. Já no hotel Formule 1, "super econômico" (segundo eles mesmos se intitulam), agora a diversão era levar as malas para o quarto. Feito a parte "pesada" da coisa, fomos em busca de comida, pois estávamos literalmente tontos de fome. Fomos matar a saudade do metrô (sim, pois nos recusamos andar pela cidade de carro, evitar nos perder, se é que me entende.) e fomos logo para o shopping. Quase morrendo de fome e calor, chegamos, na verdade arrastamos nossos corpos até a praça de alimentação. Comida, ah como é bom. Enfim, recuperada a energia, fomos ver as lojas. Lembre-se do objetivo (leia-se compras). Não é tão fácil assim de esquecer, afinal, duas mulheres num shopping e com dinheiro (tá, nem tanto assim)... Já deu para entender, né? Na verdade só compramos duas blusas, pois o shopping nos enganara vendendo a imagem de ser mais barato do que Brasólia. Don't worry, dia seguinte iremos num lugar mais propício para nossos bolsos. Cansados de dar voltas no tal shopping, resolvemos voltar para casa, digo, hotel. No hotel, pedimos pizza para jantar. Pois é, pessoas sem criatividade, em plena capital paulista pedindo pizza em hotel. Nem para ser a pizza Hut. Bem feito, a pizza nem era boa. Hora de dormir.

(sexta)
Sétimo dia. Dia de compras! Após tomarmos o horrível café da manhã no hotel (uma dica: não vale a pena gastar 5 reais por um café da manhã da rede de hotéis Formule1), pegamos um táxi (que chique) e fomos direto à rua João Cachoeira. Aquilo sim é sinônimo de compras. Felicidade mútua das moças. Depois de milhões de sacolas de lojas nas mãos, decidimos completar o dia de perua: fomos de táxi até o Iguatemi, somente almoçar, claro. Dia simplesmente mágico aos nossos olhos: compras, sushi & sashimi (com direito a muita raiz forte) e chocolate quente da Kopenhagen de sobremesa. Eu sei, é de fazer inveja. Depois do almoço, ainda no Iguatemi, demos umas pequenas voltas por lá, só para olhos brilharem. Fotos do espaço dedicado ao natal de lá. A Fábrica Maluca. Muito interessante, não tinha papai noel de verdade, mas algo muito melhor: um monte de bonecos se movendo, renas de pelúcia (acho), papais noéis aos montes, inclusive um que me atraiu muito: um papai noel afrodescendente! Foto nele e em todos os bichinhos! Tudo muito fofo e mágico. Foram muito criativos.
Com sorrisos nos rostos e sacolas nas mãos, voltamos ao hotel. Afinal o dia foi bem cansativo. Mais tarde, na hora do jantar, resolvemos ir a um restaurante (de novo, escolhido por mim), Galeto's. Nossa, excelente comida. Hotel. Cama.

Espaço reservado para a descrição da localização do hotel: Mais um hotel da rede Formule 1, localizado beeeeem pertinho da Av. Paulista. Perfeito.

(sábado)

Oitavo dia. Dia de véspera do meu aniversário. Foi um dia cansativo, bem cansativo no começo. Fomos ao Bom Retiro ver se tinha algo interessante lá, para se comprar. Um grande erro. Multidão, sol, pé doendo, estresse. Desistimos logo e resolvemos tentar descansar no shopping. A partir dali o dia começou a melhorar. Compramos tênis da Converse, olhamos algumas lojas, tomamos litros de água. Percebemos que não dá para se descansar num shopping, e resolvemos voltar para o hotel. Lá comi um sanduíche bem light enquanto os outros companheiros de viagem nem almoçaram. A situação pedia um banho bem demorado e dormir o resto da tarde. Jantar em comemoração ao aniversário da garota aqui, num ma-ra-vi-lho-so restaurante japonês. Chique. Ambientes lindos, um jardim magnífico e música ao vivo. E claro, a melhor comida japonesa. Excelente. Esquecemos até o estresse do início do dia. Risadas, brincadeiras, fotos, comida ótima. Tinha até pseudo-gueixas (pseudo sim, pois não eram nada japonesas), festival de comida: sushi, sachimi, missoshiro, carpaccio de salmão... Tanta comida que o almoço e o jantar se fundiram. Afirmo: esse restaurante salvou o dia. Nome? Pergunte-me depois.

(domingo)
Último dia. Adeus São Paulo. See yah. Hora de voltar para casa. Dia de aniversário. Estrada: 12 horas. Em Brasília: Crepe Au Chocolat e supermercado (afinal tínhamos que comemorar o ano novo no dia seguinte com comida e afins). Mensagens e ligações: "Feliz Aniversário!" e aquele blábláblá todo quando alguém faz aniversário. Mas eu gosto :)

1.7 agora. Uiuiui.

(Já disse que amo SP e odeio BSB?)

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